Tectônica e sedimentação do setor central do rifte Santo Onofre, norte de Minas Gerais, Brasil

Alice Fernanda Costa, André Danderfer Filho

Resumo


O Grupo Santo Onofre registra o preenchimento de um pa‑ leorifte intracontinental Toniano desenvolvido ao longo do Espinhaço seten‑ trional e central. Este trabalho analisa essa unidade no Espinhaço central a partir de trabalho de campo, análise estratigráfica e geocronologia U‑Pb, revisando‑o e dividindo‑o nas formações Canatiba e Rio Peixe Bravo, que inclui o Membro Barrinha. A Formação Canatiba compreende principal‑ mente pelitos carbonosos, maciços e laminados, depositados principalmente por fluxos turbidíticos de baixa densidade que alternaram com decantação de sedimento em suspensão em condições anóxidas. A Formação Rio Peixo Bravo consiste de uma sucessão de arenitos grossos a finos com subordinados pelitos, que foram depositados a partir de fluxos turbidíticos de alta a baixa densidade. O Membro Barrinha foi distinguido em dois corpos que con‑ sistem principalmente de conglomerados com arenitos subordinados, rela‑ cionados a fluxo de detritos canalizados. Grãos de zircões detríticos extraídos desta unidade mostram idade máxima de deposição de 930 ± 33 Ma e em torno de 865 Ma para as formações Canatiba e Rio Peixe Bravo, respectiv‑ amente. O rifte Santo Onofre é relativamente mais jovem do que o rifte que acolheu o Grupo Sítio Novo e um estágio precursor das sequências glacial e pós‑glacial do Grupo Macaúbas. O termo litoestratigráfico “Supergrupo Macaúbas” utilizado é proposto para acomodar as sequências tonianas que ocorrem ao longo da serra do Espinhaço, no interior do paleocontinente São Francisco, e que estavam relacionadas à quebra do Supercontinente Rodínia.

Palavras-chave


Supercontinente Rodínia; rifte Santo Onofre; Toniano; Bacia Macaúbas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2317-4889201720160128

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