Idades U-Pb em zircão do conglomerado diamantífero de Grão Mogol (Supergrupo Espinhaço): implicações para a origem dos diamantes da Serra do Espinhaço em Minas Gerais

Mario Luiz de Sá Carneiro Chaves, Marly Babinski, Márcio Célio Rodrigues da Silva, Ricardo Scholz

Resumo


A Serra do Espinhaço na região de Grão Mogol, centro-norte de Minas Gerais, é constituída de quartzitos finos com estratificações cruzadas de grande porte (Formação Resplandecente), os quais são sobrepostos em discordância erosiva marcante por conglomerados monomíticos e quartzitos médios a grossos (Formação Grão Mogol), ambos unidades pertencentes ao Supergrupo Espinhaço, de idade proterozoica. Na localidade conhecida como "Pedra Rica", um antigo garimpo de diamantes, rochas dessas formações foram amostradas, e delas separados zircões detríticos para datações U-Pb por Espectrometria de massa de ionização por plasma com ablação a laser (LA-ICPMS). Os grãos analisados são arredondados a subarredondados e, em sua maioria, mostram zoneamento oscilatório. Os resultados obtidos identificaram, para a Formação Resplandecente, idade máxima de deposição de 1.595 ± 20 Ma, e para a Formação Grão Mogol de 1.052 ± 50 Ma. A comparação entre os dados adquiridos e datações disponíveis para a região de Diamantina e adjacências, na mesma província diamantífera, constitui forte indicativo da possibilidade de existência de pelo menos 2 eventos primários mineralizantes na bacia, no intervalo de idades de 1,35 a 1,05 Ga.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z2317-48892013000100012

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