Magmatismo granítico Neoproterozoico de ambientes intraplaca, arco e colisão no Grupo Araxá, Faixa Brasília Meridional, Minas Gerais, Brasil

Hildor José Seer, Lúcia Castanheira de Moraes

Resumo


Três episódios de granitogênese Neoproterozoica associados com o Grupo Araxá, na Faixa Brasília Meridional, são caracterizados geológica, geoquímica e geocronologicamente entre Araxá e Cascalho Rico, em Minas Gerais, no Brasil. O episódio mais antigo, de 833 Ma, gerado em ambiente intraplaca, é representado pelo Granito peralcalino Quebra Anzol, que possui: baixas razões 87Sr/86Sr de 0,706 e εNd(833) = -3,98, com elevados valores de SiO2, Na2O, MnO, Nb, Y e Co e baixas concentrações de Sr e Ba, tendo ausência de anortita e presença de acmita e diopsídio e anomalia Eu positiva, o que indica sua origem a partir de fontes mantélicas com pequena contaminação crustal. O segundo episódio, de 790 Ma, é representado pelo Complexo Granítico Monte Carmelo, que é pré-colisional e parcialmente remobilizado em evento colisional de 630 Ma. É metaluminoso a peraluminoso, com baixas razões 87Sr/86Sr de 0,706, elevado fracionamento de terras raras leves e anomalias negativas de Nb, Ta, Sr, P e Ti. Seu εNd(790) de -2,218 e sua T DM de 1,29 Ga indicam origem a partir de fontes juvenis do final do Mesoproterozoico, de modo similar à dos granitos do Arco Magmático de Goiás, sendo representante de um arco magmático nesta região. O último episódio ocorreu em contexto colisional, entre 642 e 630 Ma, gerando os granitos peraluminosos com muscovita, granada e turmalina, chamados de Serra Velha, ­Tamanduá, Pirapetinga, Galheirinho, Perdizes, Estrela do Sul e Cascalho Rico. Possuem εNdt negativos, idades modelos de Nd Neo a Mesoproterozoicas e padrões de enriquecimento de terras raras variáveis, com fortes anomalias negativas de Eu.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z2317-48892013000200010

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