Orogenia Juruá: Brasil e Países Andinos

Mario Vicente Caputo

Resumo


Dados sísmicos da Petrobras (Companhia Brasileira ­Estatal de Petróleo) mostram ampla deformação e muitas falhas inversas ao longo das bacias do Solimões e do Acre no norte do Brasil. Esta deformação foi observada pela primeira vez no Rio Juruá em 1976 na Bacia do Solimões e aumenta para a Bacia do Acre e bacias subandinas desde a Argentina e Chile até Colômbia e Venezuela. Inversões estruturais, blocos soerguidos, dobras assimétricas são atribuídas à compressão e ao cisalhamento ao longo desta vasta área. O severo diastrofismo tem idade neojurássica (kimmeridgiana) na área do Rio Juruá. Ele provavelmente é coincidente com a separação final entre os continentes Laurásia e Gonduana e a abertura inicial do Oceano Atlântico Central. No Peru e em países vizinhos, a mesma orogenia neojurássica também está presente. Ela ocorre como soerguimentos regionais amplos, inversões estruturais, basculamentos, falhamentos e dobramentos assimétricos sob uma pronunciada discordância regional paralela ou angular de idade neojurássica, marcando um limite de sequência de primeira ordem acima da Formação Sarayaquillo e formações equivalentes de idade neojurássica, bem como acima de formações mais antigas. O hiato deposicional na parte superior do sistema Jurássico é atribuído à reorganização dos campos de esforços que resultou na inversão das bacias, seguido por peneplanação generalizada. As camadas do topo do Jurássico ou do Cretáceo Inferior, depositadas acima desta discordância regional, não foram afetadas por este tectonismo nas bacias brasileiras e subandinas. A estratigrafia das bacias sedimentares subandinas peruanas é semelhante à da Bacia do Acre.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z2317-4889201400020001

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