Lateritas do Domínio Médio Coreaú: comportamento geoquímico de mantos lateríticos do Noroeste do Estado do Ceará

Ana Cláudia de Abreu Siqueira, Christiano Magini, Elton Luis Dantas, Reinhardt Adolf Fuck, José Marcos Sasaki

Resumo


Neste trabalho é apresentada uma avaliação sobre a assinatura geoquímica dos principais elementos maiores em rochas lateríticas que ocorrem nos municípios de Granja, Martinópole e Parazinho, no Noroeste do Estado do Ceará. Geologicamente, a área está localizada no Domínio Médio Coreaú, caracterizada pelo Complexo Granja, representando o embasamento da região, composto por gnaisses, granulitos e migmatitos e por sequências supracrustais compostas pelos quartzitos e filitos do Grupo Martinópole e Ubajara, além de sedimentos cenozoicos da Formação Barreiras. Lateritas são normalmente encontradas em climas úmidos (sazonais ou não), porém a condição climática atual da região é considerada semiárida. Sendo assim, o mais provável é que o processo que levou à geração desses mantos seja decorrente de condições climáticas mais antigas e diferenciadas da atual. As lateritas encontram-se associadas aos gnaisses, quartzitos e filitos. O processo de laterização predominante é o enriquecimento em metais, principalmente o ferro. Os teores de ferro variam de 34,69 a 77,85% nas zonas laterizadas; essa tendência ferruginosa é mais evidente nos gnaisses, em que os valores de enriquecimento chegam a resultados acima de 75%. Os teores de Al crescem aproximadamente de 6 a 7% na rocha em processo de alteração. Dados isotópicos Sm-Nd mostram que os valores das razões obtidas nas lateritas são similares aos protólitos, podendo ser utlizados na definição de lateritas autóctones ou alóctones, além de confirmar relativa imobilidade do Sm e do Nd no processo de laterização.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z2317-4889201400020006

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