EXSOLUÇÕES EM CROMO-ESPINÉLIOS

MARIA ANGELA FORNONI CÂNDIA, JOSÉ CARLOS GASPAR

Resumo


A composição dos espinélios cromíferos é amplamente utilizada para interpretações petrogenéticas. A maioria das ocorrências de rochas máficas/ultramáficas foi submetida a metamorfismo, o qual pode levar a modificações da composição química do espinélio original. Cálculos termodinâmicos mostram grandes lacunas de miscibilidade para espinélios de composição geral (Fe,Mg)(Al,Fe+3, Cr)2O4 entre 500°C e 600^C. Exsolução em cromo-espinélios naturais concordam bem com o modelo calculado. As duas fases mais comumente exsolvidas são Mg( Al,Cr)2O4 e Fe(Fe,Cr)2O4, que podem ocorrer como lamelas, porções, bastonetes e grãos compostos. Em sistemas mais desenvolvidos as duas fases podem formar cristais discretos. Ilmenita pode ser produzida por exsolução por oxidação em cristais de cromo-espinélio ferrífero ou em fases exsolvidas de composição Fe(Fe,Cr)2O4. Em condições metamórficas correspondentes ao campo de estabilidade do clinocloro, o componente Mg(Al,Cr)2O4 pode entrar em reações de silicatos e ser completamente consumido. Acima do campo de estabilidade do clinocloro MgAl3O4 pode ser produzido. Sempre que interpretações petrogenéticas forem baseadas em composições de cromo-espinélios de rochas metamorfizadas torna-se imprescindível uma investigação detalhada da evolução paragenética das rochas. Interpretações magmáticas podem não ser possíveis.

Palavras-chave


Cromo-espinélios; Exsolução; Petrogênese

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