LATE PROTEROZOIC GRANITIC MAGMATISM IN SOUTHWESTERN GOIÁS, BRAZIL

MÁRCIO MARTINS PIMENTEL, REINHARDT ADOLFO FUCK

Resumo


Granitóides do final do Proterozõico e início do Paleozóico são intrusivos em seqüências metavulcano-sedimentares de provável idade proterozóica superior e terrenos gnáissicos mais antigos no sudoeste de Goiás, Brasil. Cinco tipos de corpos de granitóides são reconhecidos: i) pequenos corpos deformados e metamorfizados de gabros a granitos intrusivos nas pilhas supracrustais; ii) granitos-granodioritos miloníticos controlados por falha; iii) batólito tarditectônico de granitóides por firíticos, variando de gabro e quartzo diorito a monzogranito; iv) batólitos e stocks pós-tectônicos de granitos róseos a vermelhos; v) stocks pós-tectônicos de granitos a hornblenda. As idades variam entre 692 +_ 110 Ma (granito milonítico da Serra do Tatu) E 462 +_ 28 MA (hornblenda granito-pós-tectônico de Israelândia). As baixas razões iniciais de 87Sr/86Sr sugerem evento importante de adição de material juvenil derivado do manto à crosta continental. Dois grupos geoquimicamente distintos de rochas granitóides foram identificados. Os corpos sin- a tarditectônicos são similares a granitóides cálcio-alcalinos de regiões orogênicas, enquanto as intrusões pós-tectônicas apresentam as feições de granitos ricos em álcalis formados nos estágios finais de eventos orogênicos. As diferenças geoquímicas provavelmente refletem tendências de crescente maturidade do arco magmático estabelecido em conseqüência da subducção de litosfera oceânica e subseqüente colisão entre o Cráton Amazônico e a placa menor representada pelo maciço de Goiás.

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