Rejeitos da produção artesanal de ouro da região do Grupo Jacobina: propriedades químicas e físicas

Luiz Rogério Pinho de Andrade Lima, Letícia Alonso Bernardez, Luis Alberto Dantas Barbosa

Resumo


Rejeitos da extração de ouro são encontrados em varias áreas da bacia do Rio Itapicuru (Bahia, Brasil) e estudos precedentes indicaram valores significantes para as concentrações de metais pesados nos sedimentos transportados pelas águas destes rios. Neste estudo, amostras foram coletadas nas pilhas de resíduos da produção artesanal de ouro (garimpos) e usadas para a sua caracterização física e química usando difração de raios x, microscopia eletrônica de varredura, ativação de nêutrons, fluorescência de raios x, espectrometria de massa com fonte de plasma induzido, dentre outros métodos analíticos. Os resultados indicaram que o material é composto basicamente por quartzo e goetita. O tamanho médio das partículas do rejeito mineral é de cerca de 150 microns e a densidade é próxima do valor do quartzo. Os principais elementos encontrados no rejeito mineral são: silício, ferro, alumínio, magnésio e potássio. Dentre os elementos traços os principais são: sódio, titânio cromo, zircônio, cálcio, enxofre, manganês, cobre, mercúrio, e ouro. Uma característica interessante deste resíduo mineral é o fato que tanto o ouro quanto o mercúrio estão concentrados tanto nas partículas finas quanto nas grossas, mas não nas partículas de dimensão intermediaria. O rejeito mineral estudado apresenta uma concentração de ouro de cerca de 1.8 mg/kg e de mercúrio de cerca de 10 mg/kg. A concentração de ouro deste rejeito tem a mesma ordem de grandeza encontrada em minérios de ouro tratados por uma usina localizada nesta região.


Palavras-chave


Minério aurífero; Grupo Jacobina; Cráton do São Francisco; Rejeitos; Garimpos.

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