MORFOTECTÔNICA DA BACIA SEDIMENTAR DE CURITIBA

EDUARDO SALAMUNI, HANS DIRK EBERT, YOCITERU HASUI

Resumo


Movimentos tectônicos gravitacionais e transtensionais cenozóicos foram responsáveis pela diferenciação do arcabouço morfoestrutural da área do embasamento pré-cambriano/eopaleozóico e dos depósitos sedimentares da Região Metropolitana de Curitiba, com o favor de mudanças climáticas. A análise morfométrica da rede de drenagem indica o controle tectônico nos processos morfogenéticos. Alinhamentos estruturais acham-se refletidos nos padrões sub-retangulares e subparalelos da rede de drenagem, na assimetria das sub-bacias de drenagem de segunda ordem do rio Iguaçu, o principal nível de base local, e na geometria dos depósitos cenozóicos, inclusive os aluvionares, que têm assimetrias na distribuição espacial e estrangulamentos nos cruzamento de alinhamentos. Os principais tributários de segunda ordem do rio Iguaçu, como os rios Pequeno e Barigüi, apresentam canais controlados tectonicamente, como indica a coincidência das anomalias com estruturas antigas reativadas a partir do Terciário Inferior, bem como escarpas que, mesmo pouco elevadas, apresentam-se com boa visualização nos modelos digitais de elevação. Uma característica morfoestrutural saliente é a inclinação mais acentuada da margem norte-noroeste do alto rio Iguaçu em relação à margem sul-sudeste, morfologia relacionada à Falha Alto Iguaçu, responsável pela deformação da bacia sedimentar de Curitiba e pelo encaixe de parte da calha do alto rio Iguaçu. Essa falha esteve ativa durante e após o Pleistoceno, refletindo a atividade neotectônica mais recente, marcada inclusive em depósitos colúvio-aluvionares falhados e por uma SSfraca atividade sísmica na Serra do Mar.


Palavras-chave


Bacia de Curitiba; Morfotectônica; Morfoestruturas; Fisiografia; Rede de drenagem; Neotectônica.

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