ORIGEM DOS DEPÓSITOS DE AREIAS BRANCAS NO NORDESTE DO AMAZONAS

ADRIANA MARIA COIMBRA HORBE, MARCO ANTÔNIO HORBE, KENITIRO SUGUIO

Resumo


Os depósitos de areias brancas do nordeste do Amazonas mostram-se estruturadas em três horizontes: A, B e C. O horizonte superficial (A) é formado por areia friável, cinzenta a esbranquiçada com acumulações de matéria orgânica formando bandas onduladas de cor preta. O horizonte B permanece essencialmente arenoso, mas adquire coloração amarelada a alaranjada. O horizonte C é friável e constituído de material argilo-arenoso creme a rosado. No contato entre o horizonte B e C ocorre enriquecimento de matéria orgânica formando “ortsteins”. A estruturação dos perfis, a maior corrosão dos grãos de quartzo no horizonte superficial e a predominância de quartzo, e conseqüentemente de SiO2 , no horizonte A em detrimento da caulinita, Al2O3, Fe2O3 e TiO2, com teores mais elevados no horizonte C, são indícios sugestivos da sua relação com os Espodossolos. Esses dados e as características dos perfis estudados permitem relacionar os Espodossolos com os perfis truncados e, conseqüentemente, a formação destes a partir do horizonte saprolítico da Formação Alter do Chão, mais rico em quartzo e feldspatos. Esse processo de podzolização, que prossegue nos dias atuais, é muito agressivo, pois os perfis estudados foram desenvolvidos em menos de 3.000 anos, sob floresta.

Palavras-chave


Podzolização; Espodossolos; Latossolos; Intemperismo.

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